18 fevereiro, 2012
Das coisas que eu sei II
Há coisas que não precisamos ter palpáveis para sabermos nossas.Estão entranhadas em nossa pele,em nossos cheiros,em nossas saudades.Não precisam de palavras ou explicações e no silêncio tudo traduzem.
Das mãos do artista,poesia.
Liberdade.
Essência.
Palavras mudas que falam por si.
Palavras tantas que exalam saber e ser...No sentir.
Tela de José J. Ferreira - Galaxy II
25 janeiro, 2012
Das coisas que eu sei
15 dezembro, 2011
Natal

Natal.Comemoração do nascimento do menino Jesus.Cartinhas de crianças que acreditam no milagre do Menino enfeitam as árvores no Shopping ou nos painéis dos correios.Milhares delas vão receber os presentes pedidos. Outras tantas,vão esperar o ano seguinte para quem sabe,algum coração bondoso atender o humilde pedido na cartinha escrita com tanta esperança.E as crianças crescem.E a vida continua,o ciclo se renova e de repente há vida lá fora...E novamente a Esperança.
Há ainda pessoas dormindo ao relento,debaixo dos viadutos ou nos bancos das praças.Há filas imensas de desempregados,doentes nos corredores de hospitais públicos ou crianças abandonadas nos orfanatos...
Mas há também grupos que se desdobram para oferecer um pouco de comida,um cobertor,uma palavra amiga todas as semanas,independente de ser época natalina.E essas pessoas são verdadeiramente cristãs na sua humildade e anonimato.Não fazem para apregoar seus feitos ou para receber prêmios e bajulações.Fazem porque carregam no âmago a vontade de ajudar,de servir, de cuidar, de amar ao próximo. Independente de credo ou cor de pele ou ainda de status social.
São pessoas que seguem o Cristo em sua vida e em suas ações.Ali,na vida que passa la fora.Hoje. Todos os dias.
...
Feliz Natal.
...
imagem da net.
21 novembro, 2011
Sou de Pernambuco, sou de Itapetim
Sou de Pernambuco, sou de Itapetim
Sou da terra "onde o mar se arrebenta"
Num vai e vem sem fim.
Sou da terra onde os poetas
Cantam de amores à Açores
Numa construção sem igual
Pois quem nasce aqui ou na capital
Traz do berço um arsenal
De poemas e rimas
Etc,coisa e tal.
Sou de Pernambuco das Batalhas,
Insurreição,Revolução
Confederação e Presidência
Sou de Pernambuco das Artes
Com Vicente do Rego Monteiro e Cícero Dias
Também o meu Pernambuco
Preserva a cultura popular
Com Frevo, Maracatu e Baião
Tem rojão no São João
Mangue Beat,Rock,Pop, Rap e Funk
Pra toda gente agradar
Afinal quem foi que disse
Que não podemos inovar?
Sou de Pernambuco, sou forte
E levo o meu archote
para onde precisar...
Linda Simões
A propósito de uma postagem da conterrânea Lusa Vilar, do Blog Raízes.
Igreja de São Pedro, em Itapetim.
04 novembro, 2011
O valor de nossa opinião
21 outubro, 2011
À sombra do cajueiro


O calção estava roto,mas limpo.Nos pés,um par de tênis grandes demais para os pezinhos de criança.Sem camisa,levava nas costas uma espada de He-Man,(aquela dos desenhos).Parecia um cavaleiro,não fosse os gritos da mãe para tirá-lo da fantasia.Anda,menino,deixa de preguiça!E ele pegava com suas mãozinhas frágeis de talvez cinco anos de idade,um pequeno balde, a vara de tirar cajus e um molho de capim cidreira para o chá.Sua cabeça estava suada e as mãozinhas acariciavam-na como a perguntar se o dia não tinha fim.Sua mãe,dois baldes grandes cheios de caju e outros trecos.O pequenino não aguentava mais andar e a cada cajueiro, sentava um bocadinho à sua sombra.A ilha é bem grande, tem muitos cajueiros, alimenta muita gente.Principalmente a ganância dos produtores que compram por centavos cada gota de suor daqueles pequeninos que acompanham suas mães na luta desigual por um lugar ao sol.Penso que a pasta de caju, a castanha assada ou o doce em calda vendido seja às margens da estrada ou nos supermercados não terão o mesmo sabor para mim,depois de presenciar cena tão triste.
... E ele gesticulava e contava algo à mãe, com mãozinhas pequenas que apanhava os cajus e colocava no balde pequeno.Sua mãe nem percebia que alguém estava ali,preocupada em apanhar, juntar, escolher os melhores,os mais carnudos.Olhava para o alto,pro topo da árvore,procurando no meio da folhagem verdinha,os cajus amarelinhos...
E os dois seguiram adiante,debaixo do sol do meio dia.Sem almoço,sem sonhos,sem perspectivas.Até a próxima sombra do cajueiro...
Linda Simões
imagens-net
25 setembro, 2011
A culpa do outro


Olhar perdido sem brilho
Mãos que catam no lixo
direitos e alforria
Sem nenhuma valentia...
Na luta desigual sem amparo
No amparo da lei em fatias
Muitos ficam com as migalhas
De uma guerra insana,vazia...
E os doutos em seus altares
Nada sabem,tudo maquiam
Brilham no ouro e na prata
Numa estranha euforia...
E a miséria se alastra
Tanto aqui como acolá
E a carapuça não serve
Ao nobre e ao doutor
Que alardeiam piedade
Aos pobres com fervor...
Sonhos que são podados
Moradas que não existem
Fome e desolação
Numa cena sempre triste...
Até quando seremos
indiferentes
subservientes
descontentes... ?
Linda Simões
Imagem- net
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